Márcio Villar, 52 e Diego Costa, 35 são dois destemidos brasileiros que foram encarar uma das mais perigosas ultra maratona do mundo a Arrowhead 135– número faz referência ao percurso medido em milhas. A prova que acontece na fronteira do EUA com o Canadá, no estado de Minnesota, o percurso é de 217 km, numa temperatura de 67ºC negativos.

Deigo Costa e Márcio Villar (esq). Fotos acervo pessoal

Os dois atletas sabiam que as condições climáticas eram desfavoráveis pra quem mora nos trópicos, ainda mais quem mora no Rio de Janeiro, os ultramaratonistas enfrentaram muito frio e neve, além do agravante ocorrência do vórtex polar, frio intenso ocasionado por ciclones formado nos polos e que ganham mais força no inverno.

Diego percorreu cerca de 55 km em 12 horas e quando chegou no primeiro ponto de apoio, não exitou e decidiu abandonar a prova. De acordo com as informações o atleta não conseguia controlar a temperatura do corpo, e o suor estava congelando, a jaqueta reteia o calor, e ele não conseguia abri-la porque estava congelada.

Já o experiente Márcio Villa com duas Arrowhead estava com objetivo mais ousado, de ser o primeiro atleta a dobrar a distância da prova e fazer 434 km, mas o vórtex polar naquela madrugada foi mais intenso e o brasileiro optou em parar na metade do percurso.

Arrowhead

A largada é na cidade de International Falls, a temperatura na largada registravam -26ºC, e o vento derrubava ainda mais com sensação térmica de -50ºC.

Na edição deste ano 62 ousados corredores iniciaram a prova, o prazo para completar as 135 milhas, ou 217 km é de 60 horas, com três pontos de apoio no percurso.

Cada atleta puxa o seu trenó com alimentos, roupas e saco pra dormir de ao menos 20 kg. Quem desiste no meio da trilha congelante precisa esperar por um snowmobile que hora em hora passa para resgatar os atletas.

Dos 62 que largaram apenas 13 conseguiram concluir a ultra maratona.

Treinos

A preparação para esta corrida incluiu sessões de treinos dentro de um frigorifico em Niterói, onde eles testaram a resistência das roupas, praticaram por várias vezes a melhor maneira de entrar no saco de dormir.

Os brasileiros chegaram no local da prova com dez dias de antecedência, processo de adaptação com o clima. E numa noite de frio rigoroso Diego aproveitou para treinar o processo de entrada no saco de dormir.

Segundo Villar, este exercício é importante porque quanto mais rápido o corredor conseguir se proteger, menos fica sujeito a congelar do lado de fora.

2020

Os dois brasileiros irão voltar a esta ultra maratona em 2020, tanto que já deixaram os equipamentos com amigos para facilitar o processo.

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